por: Aline Sousa
Foto: Canva
Em 2026, o maior problema não é a falta de cuidado, mas o excesso. Com ativos potentes acessíveis, errar na dose ou na combinação transformou o banheiro de casa em um laboratório químico perigoso para a saúde da pele.
Lavar o rosto até "ranger" é agressão, não limpeza. Isso causa o efeito rebote. Outro mito fatal: pele oleosa precisa, sim, de hidratante. Óleo é sebo, hidratação é água. Sem ela, o rosto produz gordura em dobro para compensar.
A física importa tanto quanto a química. A regra de ouro da aplicação é: do mais fluido para o mais denso. Se você passar o creme pesado ou óleo antes do sérum aquoso, criou uma barreira impenetrável e o sérum não vai entrar.
Química ruim queima. Misturar Vitamina C com Retinol ou ácidos fortes no mesmo horário anula os efeitos ou causa irritação severa. A regra é separar: antioxidantes protegem pela manhã, renovadores celulares trabalham à noite.
O sol não é o único inimigo. A luz azul das telas (celular e computador) causa manchas e melasma silencioso. Achar que não precisa de FPS dentro de casa é o erro que envelhece sua pele enquanto você trabalha no escritório.
A busca pela "pele de vidro" criou o vício em esfoliação. Esfoliar o rosto todo dia (física ou quimicamente) causa microfissuras invisíveis e inflamação crônica. A pele perde a defesa natural e ganha flacidez a longo prazo.
Quais são os erros? Seguir a moda, não a biologia. Comprar o "produto viral" do influenciador sem saber seu tipo de pele é jogar roleta russa. A pele é um órgão que pede equilíbrio e constância, não uma coleção de frascos.