por: Aline Sousa
Foto: Canva
O inchaço matinal é puramente mecânico. Durante o sono horizontal, os fluidos corporais se redistribuem e o sistema linfático desacelera, acumulando líquidos nas pálpebras e bochechas que drenam naturalmente ao levantar.
Por volta do meio-dia, a produção de sebo atinge seu pico máximo. Não é "sujeira", é a pele ativando seu escudo natural para se proteger da exposição solar e dos poluentes, gerando aquele brilho excessivo na zona T.
Ao entardecer, o nível de hidratação natural cai drasticamente. A barreira cutânea torna-se mais permeável, aumentando a perda de água para o ambiente (TEWL) e fazendo com que linhas finas pareçam muito mais profundas.
A "aparência cinza" do fim do dia é causada pela oxidação. O sebo produzido se mistura com a poluição urbana de 2026 e oxida sobre a pele, escurecendo a base e tirando o viço natural que você tinha pela manhã.
A gravidade exerce pressão contínua nas fibras de sustentação. Após 12 horas em posição vertical, é normal que os tecidos faciais cedam levemente, fazendo o rosto parecer menos firme e "levantado" do que logo após acordar.
À noite, a temperatura da pele sobe. O fluxo sanguíneo aumenta para facilitar a entrega de nutrientes para o reparo noturno, o que pode deixar a pele mais vermelha, sensível e propensa a coceiras antes de dormir.
Como entender a mudança? Pelo Ritmo Circadiano Cutâneo. A resposta definitiva é que sua pele alterna biologicamente entre "Modo Proteção" (dia, oleoso e resistente) e "Modo Reparo" (noite, seco e permeável).