por: Aline Sousa
Foto: Canva
O primeiro passo é mapear o terreno. Cicatrizes não são iguais: existem as profundas ("ice-pick"), as largas ("boxcar") e as elevadas. O sucesso depende inteiramente de escolher a arma certa para cada tipo de inimigo.
Para os "furos" profundos, a técnica de Subcisão é libertadora. O médico insere uma agulha sob a pele para romper as travas de fibrose que puxam a derme para baixo, soltando a cicatriz para que ela volte a subir.
A renovação total da superfície exige artilharia pesada. O Laser de CO2 Fracionado é o padrão-ouro, vaporizando colunas da pele velha e forçando o organismo a criar uma pele nova, lisa e rica em colágeno do zero.
O estímulo físico também funciona. O Microagulhamento (com ou sem radiofrequência) cria milhares de microlesões controladas. O corpo entende isso como um machucado e corre para "consertar", preenchendo as falhas com tecido novo.
Para resultados imediatos em depressões suaves, o preenchimento com Ácido Hialurônico é mágico. Ele levanta o fundo da cicatriz instantaneamente, nivelando a pele, embora o efeito seja temporário e precise de retoque anual.
Cuidado com promessas de cremes milagrosos. Skincare caseiro e géis de silicone ajudam na hidratação e manchas superficiais, mas não têm força biológica para alterar a estrutura profunda de um "buraco" antigo na derme.
Quais os tratamentos? A Associação de Técnicas. Não existe uma bala de prata. A resposta definitiva é o protocolo combinado: soltar a fibrose (Subcisão) + renovar a superfície (Laser) + preencher o que sobrou.